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Nossa Senhora e Padre Pio

23/09/2026 | No Coração de Maria

Hoje eu quero convidar você a entrar comigo na história de um homem que carregou no próprio corpo as marcas da Paixão de Jesus, que passou incontáveis horas no confessionário, que fez da Santa Missa o centro de sua existência e que se tornou, para milhões de pessoas, um sinal extraordinário da presença de Deus no mundo. Seu nome era Padre Pio de Pietrelcina.

Mas hoje nós não queremos olhar apenas para o Padre Pio dos estigmas. Não queremos falar somente dos milagres, das curas, das profecias ou dos acontecimentos extraordinários que marcaram sua vida.

Hoje queremos conhecer o coração de Padre Pio.
E quando entramos nesse coração, encontramos duas presenças inseparáveis: Jesus e Maria.

Padre Pio amava profundamente Nossa Senhora. Não como alguém que simplesmente cumpre uma devoção ou repete algumas orações. Ele a amava como Mãe. Conversava com Ela como filho. Recorria a Ela nas dificuldades. Confiava-lhe seus sofrimentos. Colocava sob sua proteção aqueles que pediamsuas orações. E tinha no Santo Rosário uma de suas grandes armas espirituais. Talvez seja exatamente aqui que Padre Pio tenha tanto a ensinar ao nosso tempo. Nós vivemos cercados de barulho, pressa, ansiedade, preocupações e tantas batalhas interiores. Procuramos respostas em tantos lugares e, muitas vezes, esquecemos aquilo que os santos descobriram: ninguém atravessa sozinho as grandes batalhas davida espiritual.

Padre Pio descobriu que, quando o caminho ficava pesado, havia uma Mãe ao seu lado. Quando a cruz apertava seus ombros, havia uma Mãe. Quando as tentações chegavam, havia uma Mãe. Quando o sofrimento parecia ultrapassar suas forças, havia uma Mãe. E quando ele precisava conduzir alguém até Jesus, sabia exatamente a quem recorrer: Maria.
E isso é profundamente bonito!

Porque Padre Pio nos recorda que a verdadeira devoção a Nossa Senhora nuncatermina em Maria. Maria sempre nos conduz a Jesus. Quanto mais ele amava Nossa Senhora, mais profundamente se entregava a Cristo. Quanto mais segurava o Rosário, mais mergulhava nos mistérios do Evangelho. Quanto mais se colocava nas mãos da Mãe, mais se tornava disponível à vontade do Filho.

Talvez alguém esteja nos assistindo hoje carregando uma cruz muito pesada. Talvez você esteja enfrentando uma doença. Talvez exista uma preocupação dentro da sua casa. Talvez você esteja vivendo uma batalha que ninguém conhece. Talvez esteja cansado de rezar e ainda não enxergue uma resposta. Então fique conosco.

Porque hoje Padre Pio parece querer nos ensinar uma coisa muito simples, mas muito poderosa: quando você não souber mais como continuar, segure a mão da Mãe.
Foi assim que ele atravessou suas noites. Foi assim que enfrentou suas lutas. Foi assim que permaneceu fiel.
E talvez seja assim que Deus queira fortalecer também você.

Hoje vamos conhecer o Padre Pio que amava Maria. O Padre Pio do Rosário. O Padre Pio que confiava na intercessão da Mãe de Deus. O Padre Pio que encontrou no coração de Nossa Senhora abrigo, consolo, proteção e caminho para chegar cada vez mais perto de Jesus.

E eu já quero começar este programa deixando uma pergunta no seu coração: Se um homem que enfrentou tantas provações sentiu que precisava caminhar demãos dadas com Nossa Senhora, por que nós imaginaríamos que podemos caminhar sozinhos?

Abra o coração. Pegue o seu Rosário. Coloque diante de Deus aquilo que você está vivendo.
Porque hoje, seguindo os passos de São Padre Pio, nós vamos entrar mais uma vez… NO CORAÇÃO DE MARIA!

A VIDA DO SANTO PADRE PIO

1. ANTES DE SER PADRE PIO, ELE ERA FRANCESCO

Padre Pio nasceu como Francesco Forgione, em 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, uma pequena cidade da região da Campânia, no sul da Itália.
Era filho de Grazio Mario Forgione e Maria Giuseppa Di Nunzio, conhecida como Mamma Peppa. A família era simples, profundamente religiosa e vivia do trabalho da terra.
Esse detalhe é importante para o programa: a espiritualidade de Padre Pio não começou no convento. Ela nasceu dentro de casa.
Desde pequeno, Francesco demonstrava forte inclinação para a oração, para o silêncio e para as coisas de Deus. Os relatos biográficos também descrevem experiências místicas e lutas espirituais desde sua juventude.

E aqui já aparece Maria. A devoção mariana fazia parte do ambiente religioso em que Francesco cresceu.

PADRE PIO E NOSSA SENHORA

Para compreendermos verdadeiramente a relação de Padre Pio com Nossa Senhora, precisamos começar retirando uma ideia da cabeça:
Para Padre Pio, Maria não era simplesmente uma devoção. Maria era Mãe. Existe uma diferença enorme entre ter devoção a Nossa Senhora e viver uma relação filial com Nossa Senhora.
Podemos rezar uma Ave-Maria. Podemos carregar uma medalha. Podemos participar de uma novena. Podemos ter uma imagem de Nossa Senhora em casa.
Tudo isso é bonito.
Mas Padre Pio foi além.
Ele procurou viver espiritualmente como filho de Maria.

E talvez essa seja a primeira grande chave para compreendermos sua espiritualidade mariana:
Padre Pio não apenas rezava para Maria. Ele procurava caminhar com Maria.

1. MARIA FOI PRESENÇA DESDE SUA INFÂNCIA

A relação de Padre Pio com Nossa Senhora começou muito antes dos estigmas, doconfessionário e das multidões de San Giovanni Rotondo.

Começou em Pietrelcina.
Francesco Forgione cresceu em uma família simples, profundamente marcadapelafé católica popular.
Naquele ambiente, Maria fazia parte da vida cotidiana.
Não era uma personagem distante. Era a Mãe de Jesus, invocada dentro de casa, nas dificuldades, nas doenças, nos trabalhos e nas preocupações da família.
Isso é importante porque nos mostra que os grandes santos geralmente aprenderamas primeiras palavras da fé dentro de casa.
Antes do seminário, houve uma família.
10Antes da teologia, houve uma mãe ensinando a rezar.
Antes do altar, houve uma casa onde Deus era lembrado.
Antes dos estigmas, houve um menino que aprendeu a confiar em Nossa Senhora.

2. PARA PADRE PIO, NOSSA SENHORAERAREALMENTE MÃE

Essa palavra é fundamental:
MÃE.
Padre Pio falava de Nossa Senhora com uma intimidade impressionante.
Não se tratava simplesmente de uma personagem bíblica que ele admirava.
Era alguém cuja presença espiritual ele percebia dentro de sua caminhada cristã.E isso está profundamente de acordo com o Evangelho.
Aos pés da Cruz, Jesus diz ao discípulo: “Eis a tua mãe”.

E depois o Evangelho diz:
“A partir daquela hora, o discípulo a acolheu consigo”.
Padre Pio levou isso muito a sério.
Ele acolheu Maria na própria vida.
Aqui existe uma pergunta maravilhosa para fazermos aos telespectadores:
Nós chamamos Maria de Mãe. Mas já permitimos que Ela exerçaverdadeiramente uma maternidade espiritual sobre nossa vida?
Porque existe uma diferença entre dizer:
“Maria é minha Mãe”.

E viver:
“Maria, acompanhe-me. Ensine-me. Proteja-me. Leve-me até Jesus”.
Padre Pio viveu a segunda experiência.

3. O ROSÁRIO: A ORAÇÃO QUE ACOMPANHAVA SEUS DIAS

Talvez nenhum objeto esteja tão associado à imagem de Padre Pio quantooRosário.
Era comum vê-lo com as contas nas mãos.
Ele rezava o Rosário repetidamente durante o dia.
Nos intervalos.
Nos corredores.
Nos momentos de recolhimento.
Enquanto aguardava.
Em seus momentos de sofrimento.
O Rosário parecia acompanhar o ritmo de sua existência.

E isso nos revela algo muito importante:
Padre Pio transformava os espaços vazios do dia em espaços de oração.
Nós fazemos exatamente o contrário muitas vezes.
Quando sobra um minuto, pegamos o celular.
Quando esperamos alguma coisa, procuramos distração.
Quando ficamos sozinhos, procuramos barulho.
Padre Pio pegava o Rosário.
Que diferença!

Talvez uma das perguntas mais bonitas para o programa seja:
O que nossas mãos procuram quando nossa alma fica inquieta?
As mãos de Padre Pio procuravam o Rosário.

4. POR QUE O ROSÁRIO ERA TÃO IMPORTANTE PARA ELE?
Aqui precisamos evitar um erro.
O Rosário não era importante para Padre Pio simplesmente porque era uma oraçãodedicada a Nossa Senhora.
Era importante porque o Rosário o fazia contemplar Jesus com Maria.
Isso muda tudo.
Quando rezamos os mistérios do Rosário, percorremos o Evangelho.
Contemplamos a Encarnação.
A vida de Cristo.
Sua Paixão.
Sua morte.
Sua Ressurreição.
Sua glória.
Portanto, Padre Pio não utilizava Maria para fugir de Jesus.
Ele recorria a Maria para mergulhar ainda mais profundamente emJesus.
Essa é uma das características da verdadeira devoção mariana.
Maria nunca diz:
“Olhe para mim e pare em mim”.
Maria diz:
“Faça tudo o que Ele vos disser”.

5. O ROSÁRIO COMO ARMAESPIRITUAL

Padre Pio também entendia o Rosário dentro da batalha espiritual.
Ele conhecia profundamente a experiência da tentação, da luta interior e docombate contra aquilo que afasta o ser humano de Deus.
Por isso, sua oração não era decorativa.
Era combate.
Era perseverança.
Era resistência espiritual.
Era fidelidade.
Quando alguém segura o Rosário durante uma batalha interior, está dizendo:“Eu não quero enfrentar isso sozinho”.
E talvez seja exatamente isso que Padre Pio tenha compreendido.
Ele sabia que existem batalhas que não vencemos simplesmente argumentandoconosco mesmos.
Há momentos em que precisamos rezar.
Há momentos em que precisamos repetir:
“Ave Maria, cheia de graça…”
Não porque Deus tenha esquecido de nós.
Mas porque somos nós que precisamos recordar que Deus está conosco.

6. AS MÃOS FERIDAS E O ROSÁRIO

Existe uma imagem de Padre Pio que praticamente resume sua espiritualidade. Olhem para suas mãos.
Durante décadas, foram mãos marcadas pelas feridas associadas à Paixão de Cristo.
14Mas essas mesmas mãos seguravam constantemente o Rosário.
Que imagem extraordinária!
Nas mesmas mãos encontramos a Cruz e Maria.
A Paixão e o Rosário.
O sofrimento e a esperança.
A ferida e a oração.
Jesus crucificado e a Mãe que permanece aos pés da Cruz.
E aqui existe algo particularmente bonito para nós que contemplamos Nossa Senhora das Dores.
Maria não retirou Jesus da Cruz.
Maria permaneceu com Jesus na Cruz.
Às vezes queremos uma fé que retire imediatamente todas as nossas cruzes.
Padre Pio aprendeu outra coisa:
Há momentos em que Deus não retira imediatamente a cruz. Mas nos dá uma Mãe para permanecer conosco aos pés dela.

7. MARIA E O SOFRIMENTO DE PADRE PIO
Padre Pio conheceu profundamente o sofrimento.
Sofrimento físico.
Doenças.
Fragilidade.
Incompreensões.
Provações espirituais.
Solidão.
Momentos de grande combate interior.
E aqui sua relação com Maria ganha uma profundidade ainda maior.
Porque quem sofre compreende de maneira diferente Nossa Senhora das Dores. Maria conhece o sofrimento.
Ela conhece a espada.
Conhece a perda.
Conhece a incompreensão.
Conhece a fuga.
Conhece a angústia de procurar um Filho.
Conhece a impotência de permanecer diante do sofrimento de quem ama.
Conhece o Calvário.
Conhece o silêncio do Sábado Santo.
Portanto, quando Padre Pio recorria a Maria, recorria a uma Mãe que conhecia o caminho da dor.

8. PADRE PIO NÃO BUSCAVA MARIA PARA ESCAPAR DACRUZ

Esse ponto é importantíssimo.
Sua devoção mariana não era uma tentativa de fugir do sofrimento.
Era uma maneira de atravessar o sofrimento com fé.
Isso é profundamente cristão.
A oração nem sempre muda imediatamente aquilo que está acontecendo ao nosso redor.
Às vezes a oração começa mudando a maneira como atravessamos aquilo que está acontecendo.
Padre Pio não encontrou em Maria uma rota de fuga do Calvário.
Encontrou uma companheira para permanecer fiel no Calvário.
E isso é Nossa Senhora das Dores.
Maria não abandona o Calvário.
Ela permanece.

9. O AMOR DE PADRE PIO PELAS FESTAS MARIANAS
Padre Pio demonstrava grande afeição pelas celebrações dedicadas à Virgem Maria.
As festas marianas eram vividas por ele com intensidade espiritual.
Isso porque cada festa de Nossa Senhora permitia contemplar um aspecto do mistério de Cristo.
A Imaculada nos fala da graça.
A Anunciação nos fala da disponibilidade.
A Visitação nos fala do serviço.
Nossa Senhora das Dores nos leva ao Calvário.
A Assunção nos fala da esperança.
E Nossa Senhora do Rosário nos introduz na contemplação dos mistérios de Cristo.
Padre Pio compreendeu uma coisa maravilhosa:
Quando conhecemos verdadeiramente Maria, conhecemos melhor Jesus.

10. MARIA E A EUCARISTIA

Esse ponto é belíssimo.
As duas grandes paixões espirituais de Padre Pio não competiam entre si.
Seu amor pela Eucaristia e seu amor por Nossa Senhora se encontravam.
Por quê?
Porque o Jesus que ele recebia na Eucaristia era o mesmo Jesus que Maria carregouem seu ventre.

A carne de Cristo é verdadeiramente humana.
Ele nasceu de Maria.
Por isso, contemplar Maria levava Padre Pio ao mistério da Encarnação.
E a Eucaristia levava Padre Pio ao mistério do amor de Cristo que se entrega.Maria e Eucaristia encontravam-se em uma mesma palavra:
ENTREGA.

Maria diz:
“Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

Jesus diz:
“Isto é o meu corpo, que é dado por vós”.
Maria entrega-se.
Jesus entrega-se.

E Padre Pio procurou transformar sua própria existência em entrega.

11. MARIA NÃO SUBSTITUÍA JESUS

Precisamos dizer isso claramente.
Padre Pio não colocava Maria no lugar de Cristo.
Muito pelo contrário.
Quanto mais amava Maria, mais queria pertencer a Jesus.
Quanto mais rezava o Rosário, mais contemplava Cristo.
Quanto mais confiava na Mãe, mais procurava obedecer ao Filho.
Essa é uma regra simples para discernirmos qualquer verdadeira devoção mariana:
Se Maria está nos levando para mais perto de Jesus, estamos no caminho certo. Se nossa devoção nos conduz à Palavra de Deus, à Eucaristia, à conversão, à caridade, à reconciliação e à vida cristã, então Maria está realizando aquilo que sempre realizou:
Apontando para o Filho.

12. O QUE PADRE PIO PODERIA DIZER ÀS NOSSAS FAMÍLIAS HOJE?
Talvez dissesse:
“Voltem a rezar juntos”.
Talvez nossas casas tenham muitas televisões, muitos celulares, muitos computadores e muitas conexões.
Mas estejam faltando alguns minutos de oração em família.
Talvez conversemos com pessoas que estão do outro lado do mundo, mas tenhamos dificuldade de rezar com quem está sentado ao nosso lado.
Padre Pio nos provoca.
Coloque novamente o Rosário dentro da sua casa.
Não como enfeite.
Não pendurado simplesmente no retrovisor do carro.
Não guardado dentro de uma gaveta.
Coloque-o nas mãos.
Uma dezena.
Um mistério.
Uma Ave-Maria rezada com os filhos.
Um momento de silêncio.
Uma intenção pela família.
Comece pequeno.
Mas comece.

13. O QUE PADRE PIO DIRIA A QUEM ESTÁ DOENTE?

Talvez aqui esteja um dos momentos mais emocionantes do programa.
Há pessoas nos assistindo de uma cama.
Há pessoas esperando o resultado de um exame.
Há alguém começando uma quimioterapia.
Há famílias esperando uma cirurgia.
Há pessoas cansadas.
Com medo.
Perguntando:
“Meu Deus, onde o Senhor está?”
Padre Pio conheceu a dor.
Nossa Senhora conheceu a dor.
E ambos apontam para Jesus crucificado.
Não para dizer que o sofrimento é bom.
Mas para anunciar:
Mesmo dentro do sofrimento, Deus não abandonou você.
Pegue o seu Rosário.
E se você estiver tão cansado que não conseguir rezar cinquenta Ave-Marias, rezeuma.
Uma só.
Mas reze-a como filho.
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…”
Talvez hoje você não tenha força para rezar muito.
Então deixe Maria permanecer ao seu lado.

14. O GRANDE SEGREDO DE PADRE PIO

Depois de olharmos para tudo isso, talvez possamos responder à pergunta inicial: O que Padre Pio encontrou em Nossa Senhora para recorrer tanto a Ela?
Encontrou uma Mãe.
Encontrou presença.
Encontrou companhia.
Encontrou intercessão.
Encontrou alguém que permanecera de pé diante da Cruz.
Encontrou uma mulher que conhecia o sofrimento sem perder a fé.
Encontrou aquela que jamais tomou o lugar de Jesus, mas que constantemente dizia:
“Vá até Ele”.
Talvez seja esse o segredo.
Padre Pio não amava Maria apesar de amar profundamente Jesus.
Padre Pio amava Maria porque amava profundamente Jesus.

15. UMA IMAGEM PARA GUARDARMOS NO CORAÇÃO

Se tivéssemos que resumir todo este programa em uma única imagem, talvez fosse esta:
Um velho frade capuchinho.
Um corpo cansado.
Um homem que conheceu a dor.
Mãos marcadas pelo sofrimento.
E entre os dedos… um Rosário.
Talvez o segredo de Padre Pio não esteja somente nas coisas extraordinárias que aconteceram ao seu redor.
Talvez esteja também naquele gesto silencioso repetido milhares de vezes:
passar uma conta do Rosário entre os dedos e dizer:
“Ave Maria…”
Uma Ave-Maria depois da outra.
Uma preocupação depois da outra.
Uma lágrima depois da outra.
Uma pessoa depois da outra.
Uma batalha depois da outra.
Até que toda a vida se transforme em oração.
E talvez São Padre Pio esteja nos fazendo hoje um convite muito simples:
Quando a vida pesar, não solte a mão de Maria.
Quando você não entender, reze.
Quando tiver medo, reze.
Quando estiver doente, reze.
Quando sua família estiver atravessando uma tempestade, reze.
Quando tudo estiver bem, reze também.
Porque o Rosário não é apenas oração para os dias de sofrimento.
É oração de quem deseja caminhar todos os dias com Jesus, acompanhado por Maria.
E talvez agora entendamos melhor aquelas mãos de Padre Pio.
Eram mãos marcadas pela Cruz.
Mas eram mãos que nunca queriam largar o Rosário.
E quem aprende a segurar a mão da Mãe descobre que Ela nunca nos prende asi mesma.
Maria sempre pega nossa mão para colocá-la na mão de Jesus.