O amor dos santos por Maria
Ao longo da história da Igreja, milhões de homens e mulheres encontraram em Maria um porto seguro, um colo nas horas difíceis e um caminho seguro para chegar até Jesus. Mas existe algo que chama profundamente a atenção quando olhamos para a vida dos santos.
Os santos viveram em épocas diferentes. Falaram línguas diferentes. Pertenceram a culturas diferentes. Alguns eram reis. Outros eram camponeses. Havia jovens, idosos, religiosos, sacerdotes, leigos, missionários e mártires. Muitos jamais se conheceram pessoalmente. No entanto, todos tinham algo em comum.
Todos amavam profundamente Nossa Senhora.
Quanto mais íntimos de Deus eles se tornavam, mais descobriam a beleza, a ternura e a missão de Maria no plano da salvação. Eles compreenderam que amar Maria nunca significou afastar-se de Jesus. Pelo contrário. Descobriram que ninguém conduz ao Filho com tanta delicadeza, fidelidade e segurança quanto a própria Mãe.
Por isso, hoje não vamos apenas conhecer belas frases ou pensamentos piedosos. Vamos entrar na escola dos santos.
Vamos escutar homens e mulheres que viveram o Evangelho de maneira heroica e que encontraram em Maria uma inspiração constante para a santidade.
São Luís Maria Grignion de Montfort… São Bernardo de Claraval… Santo Afonso Maria de Ligório… São João Paulo II… São Maximiliano Kolbe… Santa Teresinha… Padre Pio… São João Bosco… Santa Teresa de Calcutá… E tantos outros.
Cada um deles contemplou Maria por um ângulo diferente. Uns enxergaram nela a Mãe. Outros, a Rainha. Outros, a Mestra da vida espiritual. Outros ainda, a Mulher forte aos pés da Cruz. Mas todos chegaram à mesma conclusão.
Maria é um presente de Deus para a humanidade.
Talvez alguém pergunte: “Por que conhecer o amor dos santos por Maria?” Porque quem aprende com os santos aprende a amar melhor. E quem aprende a amar Maria descobre um caminho mais profundo de encontro com Jesus Cristo.
Abra o seu coração. Permita que os testemunhos dos santos fortaleçam a sua fé, renovem a sua esperança e despertem em você um amor ainda maior por Nossa Senhora. Tenho certeza de que, ao final deste programa, você compreenderá por que tantos homens e mulheres extraordinários fizeram questão de colocar toda a sua vida sob o manto da Virgem Maria.
Comecemos, então, esta bela caminhada. Vamos descobrir juntos O Amor dos Santos por Maria.
POR QUE OS SANTOS TINHAM TANTO CARINHO E VENERAÇÃO POR NOSSA SENHORA?
Ao percorrermos a história da Igreja, percebemos um fato impressionante. Desde os discípulos dos Apóstolos até os santos dos nossos dias, todos demonstraram um amor profundo por Nossa Senhora. Eram homens e mulheres de culturas diferentes, épocas diferentes, vocações diferentes e espiritualidades diferentes. No entanto, todos encontraram em
Maria uma presença indispensável em sua caminhada para Deus.
Mas por quê? O que levou tantos santos a amar tão intensamente a Virgem Maria?
A resposta está no próprio Evangelho. Quanto mais uma pessoa conhece Jesus, mais descobre o lugar único que Maria ocupa na história da salvação. Afinal, foi Deus quem a escolheu para ser a Mãe do Salvador. Foi nela que o Verbo se fez carne. Foi em seus braços que Jesus cresceu. Foi ao lado dela que Cristo realizou o primeiro milagre em Caná. Foi aos pés da Cruz que Jesus entregou sua Mãe à humanidade, dizendo ao discípulo amado: “Eis aí tua mãe.”
Os santos compreenderam que amar Maria não significa diminuir Jesus. Pelo contrário. Significa amar aquilo que o próprio Cristo amou com perfeição. Ninguém amou Maria mais do que Jesus. Ninguém a honrou mais do que o próprio Filho de Deus. Se desejamos configurar nossa vida à de Cristo, aprendemos também a olhar para Maria com o mesmo amor filial.
Os santos descobriram outra grande verdade. Maria nunca reteve para si a atenção das pessoas. Ela sempre conduziu todos ao seu Filho. Em Caná, suas últimas palavras registradas no Evangelho resumem toda a sua missão: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” Maria não substitui Jesus. Maria aponta para Jesus. Maria conduz a Jesus. Maria forma discípulos de Jesus.
Foi exatamente isso que experimentaram os santos. São Luís Maria Grignion de Montfort encontrou em Maria o caminho mais seguro para Cristo. São João Paulo II confiou todo o seu pontificado à sua proteção. São Maximiliano Kolbe chamava a Imaculada de caminho mais rápido para o Coração de Jesus. Padre Pio jamais se separava do Rosário. Santa Teresinha via em Maria muito mais uma Mãe do que uma Rainha. E essa corrente de amor atravessa dois mil anos de história da Igreja.
Os santos também descobriram em Maria o modelo perfeito do discípulo. Ela foi a primeira a acreditar. A primeira a acolher a Palavra. A primeira a dizer “sim”. A primeira missionária, levando Jesus até Isabel. A primeira a permanecer firme junto à Cruz. A primeira a perseverar em oração com a Igreja nascente no Cenáculo. Contemplar Maria era aprender a viver o próprio Evangelho.
Outro motivo do carinho dos santos por Nossa Senhora está na maternidade espiritual que ela exerce sobre toda a Igreja.
Uma mãe não ocupa o lugar dos filhos. Ela os acompanha, os protege, os consola, os corrige e os conduz. Assim também
Maria continua exercendo sua missão materna, intercedendo por aqueles que desejam seguir fielmente Jesus Cristo. Os santos experimentaram essa presença em suas alegrias, em suas lutas, em suas perseguições e até no momento da morte.
Por isso, quanto maiores eram os santos, maior era também o seu amor por Nossa Senhora. Não porque colocassem Maria acima de Cristo. Mas porque compreenderam que ninguém conhece melhor o Filho do que a própria Mãe. E ninguém conduz com tanta delicadeza ao Coração de Jesus quanto aquela que o gerou, o educou em Nazaré, o acompanhou até a Cruz e continua, hoje, acompanhando a caminhada da Igreja.
Talvez possamos resumir tudo em uma única frase. Os santos não amavam Maria apenas porque ela era a Mãe de Jesus. Eles amavam Maria porque desejavam amar Jesus com o mesmo coração com que Maria o amou. Esse continua sendo, ainda hoje, o grande segredo da verdadeira devoção mariana.
NOSSA SENHORA FALA DOS SEUS FILHOS ESPIRITUAIS: OS SANTOS
Meus filhos queridos,
Ao longo dos séculos, o Senhor realizou maravilhas na vida de muitos homens e mulheres que abriram o coração à sua graça. Vocês os conhecem como santos. Eu os conheço como meus filhos.
Eu os acompanhei desde os primeiros passos da fé. Estive ao lado deles quando choraram, quando caíram, quando recomeçaram e quando descobriram que somente Deus podia preencher o vazio de seus corações. Eles não nasceram santos.
Tornaram-se santos porque permitiram que o amor de Deus transformasse suas vidas.
Cada um seguiu um caminho diferente. Alguns anunciaram o Evangelho até derramar o próprio sangue. Outros ensinaram a verdade da fé com sabedoria. Muitos serviram os pobres, acolheram os doentes, consolaram os aflitos e levaram esperança aos desesperados. Havia reis e camponeses. Crianças e idosos. Sacerdotes, religiosos, pais e mães de família. Todos diferentes. Todos unidos pelo mesmo desejo: amar o meu Filho Jesus acima de todas as coisas.
Muitos deles encontraram em meu coração um refúgio seguro. Não porque eu ocupasse o lugar de Jesus. Mas porque eu sempre os conduzi até Ele. Foi isso que fiz nas Bodas de Caná. Foi isso que fiz aos pés da Cruz. É isso que continuo fazendo na vida de cada filho que me acolhe como Mãe.
Quando São Bernardo me invocava como Estrela do Mar… quando São Luís Maria Grignion se consagrava inteiramente a mim… quando Padre Pio rezava o Rosário com tanto amor… quando São João Paulo II repetia “Totus Tuus”… quando Santa Teresinha me chamava de Mãe antes de Rainha… eles não estavam procurando a minha glória. Estavam procurando viver cada vez mais unidos ao meu Filho Jesus.
Foi por isso que eles confiaram em mim. Sabiam que uma mãe nunca prende os filhos para si. Uma mãe os conduz ao caminho da vida. Meu maior desejo sempre foi e sempre será conduzir cada coração ao encontro de Jesus.
Também hoje continuo olhando por vocês. Conheço suas alegrias e suas preocupações. Conheço as lágrimas escondidas que ninguém vê. Conheço as batalhas silenciosas que vocês travam todos os dias. E, como em Caná, continuo apresentando tudo ao meu Filho.
Os santos não eram pessoas extraordinárias porque nunca erraram. Eram extraordinários porque nunca deixaram de confiar na misericórdia de Deus. Quando caíam, levantavam-se. Quando tinham medo, rezavam. Quando sofriam, permaneciam fiéis. E, em todas essas etapas, permitiam que eu caminhasse ao lado deles como Mãe.
Hoje eu convido você a fazer parte dessa grande família de santos. A santidade não é um privilégio para poucos. É um chamado para todos. Também você foi criado para viver a amizade com Deus. Também você pode amar mais, perdoar mais, servir mais e confiar mais.
Não tenha medo de entregar sua vida ao Senhor. Caminhe comigo. Segure a minha mão. Eu o conduzirei sempre ao Coração de Jesus. E um dia, reunidos na Casa do Pai, celebraremos juntos a vitória do amor de Deus, na comunhão de todos os santos.
































