Brasil contabiliza 47 casos da MPOX, doença infecciosa
Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e DF registram infecções da doença

O Brasil já soma 47 casos confirmados de Mpox, segundo balanço consolidado por secretarias estaduais de Saúde e pelo Ministério da Saúde. As notificações estão distribuídas em ao menos cinco estados e no Distrito Federal, com registros em capitais e cidades do interior. O estado de São Paulo concentra a maior parte das infecções neste início de ano, com 44 confirmações, seguido por ocorrências isoladas já identificadas em Bahia e Rio Grande do Sul, além de notificações no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
O avanço recente da mpox ocorre em um momento em que autoridades sanitárias mantêm atenção redobrada após experiências anteriores com doenças virais no período pós-Carnaval. O cenário, segundo especialistas, está longe de configurar uma nova emergência sanitária, mas também não permite descuido.
MPOX
A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, mas também pode acontecer por meio do contato com secreções ou do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo.
Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.
Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.
O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para identificar precocemente casos de mpox após a notificação do primeiro caso do ano em Porto Alegre.
Como prevenir o vírus Mpox:
Higienizar as mãos com frequência
Não compartilhar objetos de uso pessoal
Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou diagnóstico confirmado
Procurar atendimento de saúde ao notar sintomas compatíveis com a doença
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