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Afastamentos por burnout crescem quase 500% no Brasil em quatro anos, aponta Previdência

Número de pedidos de afastamento por síndrome do esgotamento profissional passou de 800 em 2021 para quase 5 mil em 2024. Governo exige que empresas mapeiem riscos psicossociais a partir de maio.

O número de afastamentos do trabalho por síndrome de burnout cresceu quase 500% no Brasil entre 2021 e 2024. O dado é de um levantamento do Ministério da Previdência Social e revela o avanço acelerado dos transtornos relacionados à saúde mental no ambiente profissional.

Conhecida como “síndrome do esgotamento profissional”, o burnout está associado ao estresse crônico no trabalho e pode provocar exaustão extrema, queda de produtividade, ansiedade, depressão e afastamento das atividades laborais.

Segundo o levantamento, em 2021 foram registrados pouco mais de 800 pedidos de afastamento no INSS por burnout em todo o país. Em 2024, esse número saltou para quase 5 mil casos.

Quando se somam outros transtornos mentais, como depressão e ansiedade, o total de afastamentos pelo INSS em 2024 chega a 470 mil casos.

Novas regras para as empresas

Diante desse cenário, o Ministério do Trabalho e Emprego determinou que, a partir de maio deste ano, as empresas serão obrigadas a mapear riscos de doenças psicossociais nos ambientes de trabalho. A medida busca prevenir o adoecimento mental dos trabalhadores e reduzir os afastamentos.

Especialistas avaliam que o reconhecimento do burnout como um problema ocupacional é um passo importante para a construção de ambientes mais saudáveis, humanos e sustentáveis.

Imagem: Freepik